mai 13

SoundTest: Mega Man 7

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Era uma vez um robozinho azul com grandes poderes e uma trilha sonora de fazer inveja em outros cartuchos de Super Nintendo. Megaman 7 (ou Rockman 7 no japão) é a continuação de Megaman 6 (duh!) de Nintendo e dispensa apresentações. Aliás, este artigo é um Soundtest.

O jogo foi lançado em 1995 pela Capcom, contando com Makoto Tomozawa, Toshihiko Horiyama e Yuko Takehara na produção musical, embora teve também a colaboração de Ippo Yamada. Pra quem não conhece, o time teve envolvimento com as trilhas de outros jogos da série Mega Man, Mega Man X, Street FIghter e mesmo alguns jogos da Disney (The Great Circus Mystery Starring Mickey and Minnie, Aladdin, …).

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abr 21

Longitude

As coordenadas geográficas podem parecer apenas um conceito de ensino médio, não muito necessário de forma direta para a maioria das pessoas. São, entretanto, essenciais para a localização de pontos na superfície do planeta. São dadas em termos de latitude e longitude, ambas medidas em graus. A latitude varia conforme nos movemos no globo no sentido de norte-sul, enquanto a longitude varia ao movermos no sentido leste-oeste. Os gregos antigos descobriram formas de avaliar a posição de um ponto em termos de latitude apenas, já que a determinação da localização global é extremamente necessária para a navegação. A medição da longitude permaneceu, porém, um mistério. A partir do século 16, graças a Galileu, era possível determiná-la em terra firme, mas não no mar. Para isso, o italiano desenvolveu um método que calculava a longitude de acordo com as luas de Júpiter. Mas esse método era complicado, exigia muitos cálculos, demandava horas para sua realização e era inviável para navegadores. Vários reis da época colocaram prêmios (como ₤20.000 do Parlamento Inglês) para quem descobrisse um método de se medir a longitude com exatidão em alto-mar, que seria avaliado por um comitê.

Capa da edição de 10 anos.

Capa da edição de 10 anos.

O livro Longitude, de Dava Sobel, trata justamente da história de John Harrison, o gênio solitário que resolveu o problema ao buscar uma solução que não usasse medidas astronômicas, mas sim mecânicas. O livro narra a história de Harrison, desde sua pouco conhecida infância – muitos detalhes de sua vida nunca foram documentados -, passando pela conturbada avaliação do comitê (do qual fez parte Sir Isaac Newton) até tempos após sua morte, descrevendo seu legado. Embora tenha um desenvolvimento lento e pouco envolvente no inicio, os capítulos se tornam cada vez mais interessantes e envolventes.
Certo. Esse é mais um livro sobre história da ciência do que literatura em si. O tema, a longitude, me pareceu interessante pois nunca tinha pensado em como parecia difícil medir a longitude em comparação com a latitude.
O mais interessante é que dentre os métodos descobertos, vários se baseavam em tabelas com a previsão da posição astronômica de luas e planetas, distâncias entre a lua e o sol ou estrelas. Foi proposto até que se ancorassem navios internacionais em pontos conhecidos do mar para que, a certa hora do dia, disparassem tiros de canhão para avisar o horário aos barcos próximos. O mais engenhoso de Harrison, entretanto, não foi apenas a criação de uma máquina com a qual se calcula a longitude, mas sim de ter feito isso sem instrução acadêmica. Ao contrário de outros inventores, formados em renomadas universidades, John Harrison era auto-didata, de família simples, que aprendeu a trabalhar em madeira com o pai. Mas isso não o impediu de construir sistemas de minimização de atrito que não necessitavam de lubrificação ou dispositivos capazes de compensar a dilatação térmica nunca antes pensados. E ainda, não satisfeito com a solução encontrada, ele ainda trabalhou durante anos para aperfeiçoá-la e torná-la cada vez mais compacta e resistente as adversidades encontradas nos navios. Devido ao seu perfeccionismo, Harrison gastou mais de quarenta anos para a construção da máquina que achasse perfeita, hoje denominada Cronômetro.

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fev 22

Simon The Sorcerer II

Mais de um ano depois de ter terminado o primeiro jogo finalmente zerei o segundo Simon The Sorcerer. O motivo da demora foi simples: não estava jogando sozinho e sim com amigos, emulando o jogo pelo Wii. Assim tinhamos que nos reunir (e estar com vontade de encarar um point & clic) para desfrutar o jogo. Valeu a pena, pois é bem mais divertido assim. E três cabeças pensam bem melhor que uma, principalmente em adventures sem noção.

Simon The Sorcerer II – The Lion, The Wizard and the Wardrobe se passa algum tempo depois do primeiro jogo. Simon não é mais uma criança, e sim um adolescente. Ele passa a frequentar um psiquiatra (o manual do jogo tem uma transcrição de uma seção de terapia, é hilária) e vai vivendo a vida normal até que é novamente levado ao mundo fantástico. Desta vez graças a Runt, um garoto que quer se tornar um feiticeito malígno poderoso e ressuscitou Sordid, agora uma espécie de Lich robótico. Sordid fez uma armadilha com um guarda-roupa mágico que captura Simon mas ele dá problema e ao invés de leva-lo para o vulcão de Sordid ele o leva para a loja de Calypso. Lá o bondoso mago pede para Simon salvar o mundo. Simon recusa e decide salvar a própria pele. Pra voltar para seu mundo Simon precisa de  mucusade, um combustível pra guarda-roupas mágicos, então ele começa sua busca.

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fev 20

Pyongyang – A Journey in North Korea

Como grande fã de literatura de fantasia eu adoro mundos estranhos, lugares exóticos, raças com comportamentos, culturas e linguagens próprias. De vez em quando eu me encontro com obras que me fazem perceber que a  realidade é tão estranha quanto a ficção, e que meros anos são capazes de mudar completamente uma população inteira. Assim é Pyongyang – A Journey in North Korea.

Pyongyang é a capital da Coreia do Norte, teoricamente um país socialista. Na prática é uma ditadura totalitarista das que deixariam Hitler orgulhoso e Orwell inspirado. É o país com o incrível último lugar no ranking de respeito aos direitos humanos do mundo. Como toda ditadura, tem versões oficiais de fatos que podem ser facilmente questionados por qualquer um com o mínimo de raciocínio. Mas a Coréia do Norte é também um dos países mais fechados do mundo, por isso até as versões oficiais dos fatos mingam. Na prática ninguém sabe o que realmente acontece lá, e como o país é altamente militarizado as práticas de espionagem são restritas a países poderosos e que guardam estas informações como recursos táticos valiosos.

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fev 18

Sobre Histórias de Fadas – J. R. R. Tolkien

Sobre Histórias de Fadas da Conrad é mais um dos livros do Tolkien que foram lançados após o boom das adaptações de O Senhor dos Anéis pro cinema. Contém duas obras diferentes: a primeira é uma das palestra em homenagem a Andrew Lang, um escritor escocês que ficou famoso por compilar contos de fadas e histórias folclóricas em uma série de livros. Em inglês se chama Tree and Leaf e tem ilustrações da Pauline Baynes que infelizmente ficaram de fora da versão nacional.

Graças ao nome nacional eu imagino uma mãe comprando este livro para filha esperando dezenas de histórias de príncipes e princesas que terminam felizes para sempre. E a cara de entediada da menina ao tentar ler um artigo acadêmico :D De qualquer forma o artigo é interessante por si só. Afinal é nada menos que o escritor da obra de fantasia mais famosa e importante dos últimos séculos falando sobre obras de fantasia.

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jan 13

Carcereiros – Drauzio Varella

Acredito que todos conheçam o Drauzio Varella. O médico é famoso nacionalmente pelos seus diversos programas na TV. E obteve fama antes disso pelo livro Estação Carandiru, onde conta a história do massacre ocorrido em 1992 e que foi adaptado numa série de TV e num filme. Pra quem não conhece a história é basicamente esta: houve uma briga dentre de um pavilhão da cadeia. Os presos se rebelaram mas cometeram um erro que custou caro: não fizeram reféns. Isso os deixou a mercê dos policiais militares. Eles (uso o plural pois obviamente ninguém admite ter dado ordens) decidiram invadir o pavilhão a noite com cachorros e metralhadoras com o objetivo simples de matar algumas pessoas por diversão. O resultado do ato covarde foi a morte de 111 presos, uma repercussão pesada mundo afora e o domínio total dos presídios por uma facção criminosa anos depois.

Drauzio pode narrar o ocorrido por fazer trabalhos voluntários em presídios há décadas, em especial no Carandiru. E seus anos de história renderam seu mais novo livro, Carcereiros, contando histórias que vivenciou ou foram relatadas pelos seus companheiros no presídio. Com seu estilo direto e simples de relatar as coisas o médico escreveu contos que relatam as mazelas e alegrias de pessoas que convivem com riscos de morte diários em um ambiente opressivo e dominado pela miséria e pobreza.

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nov 29

Exorcist III (Game)

Terceiro jogo da série, Exorcist III conta uma história que se passa entre os jogos Exorcist I e II (veja artigo sobre os jogos aqui e aqui). O jogo começa com o desaparecimento de arqueólogos e de um garoto, Jacob, em um sítio de escavação na França. Há algo demoníaco, no entanto, em um cristal encontrado pela equipe francesa próximo a um templo satânico em ruínas. O único membro do time de arqueólogos que ainda não desapareceu é o pai de Jacob, amigo de Garret Ghostfighter. O objetivo do jogo é encontrar o garoto e libertá-lo do demônio que o sequestrou.

Embora a história de Exorcist III não seja tão interessante quanto à dos jogos anteriores, nem por isso o está tudo perdido. Contando com excelentes (e assustadores) cenários, o terceiro jogo tem muito mais “point-and-click” do que qualquer outra característica. Não parece certo, logo, considerá-lo um jogo de “hidden objects”, sendo que esses puzzles são pouco recorrentes ao longo do jogo. O primeiro puzzle (no baú em cima da carroça) é, para mim, o mais difícil e o único em que eu tive que soltar o mouse e encarar a tela durante minutos, pensando.

Alguns puzzles, entretanto, são pouco explicados, deixando dúvidas sobre o que fazer. Exemplo disso é o desafio do portão. Para quem tentar, fica a dica: pense para fora da caixa. Só jogando pra entender.

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nov 27

Exorcist II (Game)

Talvez isso esteja ficando viciante… Após jogar Exorcist (sobre o qual há um artigo aqui), segui para a continuação: Exorcist II.

Dessa vez a história é narrada por Jacob, antigo aprendiz de Garret Ghostfighter, que se vê obrigado a exorcizar uma garota de 12 anos, possuída dentro de uma Igreja. Logo em seguida ele vê a mansão da família Ghostfighter e decide visitar seu mentor. Coisas estranhas e situações assustadoras, entretanto, parecem ocorrer por lá. Jacob depara com o mordomo da família, que o avisa do debilitado estado de saude de Garret. Isso ocorreu após seu patrão receber um misterioso livro sobre necromancia e tê-lo estudado durante meses. O objetivo do jogo é simples: resolva todos os problemas. É diversão por uma tarde inteira, já que o jogo não é grande demais.

Assim como seu antecessor, Exorcist II conta com ótimos cenários, muitos itens, muitos puzzles e uma trilha sonora digna de filmes de terror. A novidade é a adição de melhores recursos nas cenas, como partes animadas do cenário. Diferentemente do primeiro Exorcist, no entanto, o segundo jogo se parece mais com um Point-and-click com partes de Hidden Object do que o contrário, o que não o torna menos divertido.

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nov 25

Exorcist (Game)

Acho difícil, durante um curso superior, ter tempo para jogos longos e complicados. Particularmente, quando começo a jogar algo envolvente, acabo por passar muito tempo jogando ou pensando no jogo. Por isso, optei por buscar games mais rápidos ou menos viciantes (a série The Legend of Zelda, Metroid, etc. terá de esperar…).

Não possuía muito interesse por jogos do tipo Hidden Object (aqueles games com uma cena bagunçada capaz de deixar transtornado os que têm TOC, aonde você deve encontrar objetos escondidos), mas este me chamou a atenção: Exorcist. Em nada se relaciona com a produção homônima para o cinema ou o livro, tendo apenas uma história previsível para que o jogador não procure objetos aleatórios.

A história conta estranhos eventos ocorridos com Garret Ghostfighter, um exorcista que, desde criança, descobriu ter capacidade de ver demônios. Misteriosamente ele recebe uma carta assinada por Mephisto, alguém (ou algo) que parece saber bem sobre a vida de Garret, inclusive sobre a obscura morte da amada do exorcista. O vilão revela na carta que fará pessoas inocentes sofrerem por onde ele for, a menos que Garret o impeça. Atraído pela possibilidade de descobrir a verdade sobre sua antiga noiva (ou namorada, não me recordo se isso fica claro nos diálogos), o exorcista seguirá Mephisto, desfazendo as maldições e expurgando os demônios que esse conjurar.

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out 20

Muramasa The Demon Blade (Wii)

O Wii foi extremamente criticado por jogadores pela falta de poder de processamento gráfico que permitisse a ele rodar jogos em alta definição. Felizmente isto não o impediu de ser um sucesso absoluto de vendas, nem de ter alguns dos jogos melhores jogos desta geração. E ele tem também alguns dos jogos mais belos, dentre os quais chama a atenção Muramasa.

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