Édipo Rei – Sófocles

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Édipo Rei, escrito por Sófocles por volta de 430 a.C., é um dos grandes exemplos das tragédias gregas. Nessa peça o autor narra a história de Édipo, que tenta fugir ao seu irremediável e sombrio destino.

A história começa com a população clamando ao rei Édipo uma solução para os males que se abatem sobre Tebas. Morte, praga e desastres devastam a cidade grega. O rei envia Creonte, seu cunhado, para Delfos na esperança de que o oráculo de Apolo possa informar como salvar a cidade. Ao chegar, Creonte trás a resposta: “Existe um mal, aqui nascido e aqui agasalhado, tornando impura e corrompendo a cidade!/O grande deus ordena expressamente: – Extirpa-lo!”. O oráculo ainda explicara que o grande mal é o assassino do antigo rei, Laios.

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Prometeu Acorrentado – Ésquilo

Prometeu Acorrentado, de Christian Griepenkerl

Prometeu Acorrentado, Christian Griepenkerl

Ésquilo, nascido por volta de 525 a.C., é um expoente da tragédia grega. Apesar de ter participado de diversas batalhas, inclusive a de Maratona e a de Salamina, escreveu cerca de noventa peças para o teatro. Porém, somente sete sobreviveram integralmente. A ele são atribuídas várias inovações nas peças teatrais. Exemplo disso são as máscaras, as túnicas de manga longa e um foco maior nos atores do que no coro (elemento comum nas peças gregas).

Ésquilo

Ésquilo

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O Problema com Fanboys

Eu adoro quadrinhos, e conheço um bocado da mídia.  A maioria das pessoas quando ouve a palavras ‘quadrinhos’ a associa imediatamente a super-heróis ou histórias infantis. Embora ela vá MUITO além disso, este texto se dedica especialmente aos quadrinhos de super-heróis.

Pense nos super-heróis que você conhece. Imagine quando eles foram criados. Batman? 1939. Superman? 1938. Homem-Aranha? 1962.  Os vilões também são muito antigos. Se pensar nas adaptações de quadrinhos para cinema o personagem de destaque mais recente que consigo me lembrar é o Bane, que é de 1993. É, mais de 20 anos. Estes quadrinhos são eternos, não tem um final programado. Eles sobrevivem da reciclagem de temas e personagens. Ninguém acredita quando alguém “morre” – ele vai voltar em breve.

Mas quadrinhos de super-heróis são focados em jovens. E eles gostam de mudanças. Este equilíbrio entre ter que inovar e ter que voltar a um ponto inicial é uma das características mais marcantes (e legais) da mídia. Quando o Homem-Aranha pegou o uniforme negro do Venon ou o tecnológico do Tony Stark nós sabíamos que ele voltaria ao uniforme antigo mais cedo ou mais tarde. Isto não fez as histórias serem piores. Somos cúmplices desta empolgação toda. É uma distinção fundamental dos comics pros mangás – embora o Goku frequentemente volte dos mortos, eles contam sua história no além, e uma vez que ele aprendeu a virar Super Sayadin eu posso esperar que ele sempre vai virar Super Sayadin daqui pra frente.

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O Dia do Curinga – Jostein Gaarder

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Alguns meses atrás ganhei um livro de presente: O Dia do Curinga, escrito por Jostein Gaarder. Terminei finalmente de lê-lo essa semana e, para mim, se trata não apenas de uma grande obra do mesmo autor de “O Mundo de Sofia”, mas também de um dos livros mais esclarecedores sobre a vida, o universo e tudo mais – num sentido não-Douglas Adams.

Jostein Gaarder nasceu na Noruega e estudou filosofia, teologia e literatura. Ele buscava escrever um livro que servisse de introdução ao pensamento filosófico, mas que fosse simples o suficiente para que até uma criança – não um idiota – pudesse entrar no mundo da filosofia. Com isso ele não apresenta, como costumam fazer as escolas, uma gama de filósofos e seus pensamentos, sejam pormenorizados ou generalizados. Apresenta sim pensamentos de Sócrates e de outros que contribuíram para as bases da temática, mas tem foco no raciocínio filosófico, no método.

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The Legend of Zelda – A Link Between Worlds (3DS)

Eu comprei três jogos de 3DS na Amazon por £20,00. Era uma promoção em que eu podia escolher 3 jogos de uma lista limitada. Acabei pegando Star Fox 3D, Castlevania: Lords of Shadow – Mirror of Fate e Rhythm Thief & The Emperor’s Treasure. Zerei os dois primeiros, não gostei de nenhum deles e resolvi vendê-los. Só que se eu trocasse por outro jogo eles valeriam mais dinheiro na loja. Eu ia pegar Bravely Default, mas sabia que não iria vendê-lo no futuro. Então acabei pegando o The Legend of Zelda – A Link Between Worlds, porque o valor de revenda dele era alto e eu sabia que ele é curtinho. Foi quase como um aluguel sem tempo pra entregar. E agora eu acho que não vou vendê-lo, porque muita gente teve a mesma ideia e o valor de revenda dele foi lá pra baixo… Mas ainda comprarei o Bravely Default.

Meu Zelda preditelo sempre foi A Link to the Past. Conheci ele na quinta série. Alguns amigos tiveram o cartucho, mas eu mesmo tinha um Mega Drive, então não tinha como pedir emprestado. Acho que foi até antes da quinta série, mas o boom mesmo aconteceu lá. E foi graças aos emuladores. Todo mundo se juntava pra tentar passar determinadas partes. Ninguém sabia inglês, então simplesmente achar a passagem secreta no castelo, bem no comecinho, já foi um sacrifício. Ainda assim todo mundo se amarrava. O jogo era um deslumbre visual, com seu estilo único fácil de reconhecer. Ainda hoje Hyrule como um todo é um cenário que acho fantástico.

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Imbatível.

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