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(500) Dias com ela

“Um cara conhece uma garota. Ele se apaixona. Ela não.”

Considerado “A” comédia romântica cult atual, o filme mostra um lado geralmente desprezado por Hollywood, onde o homem é quem corre atrás da moça :D


Então vamos lá, senta que lá vem a história.
Tom Hansen [Joseph Gordon-Levitt (Inception)] é um escritor de cartões, embora tenha seu diploma de arquiteto. No dia 8 de Janeiro ele conhece Summer Finn [Zooey Deschannel (Guia do Mochileiro e Sim Senhor)] e ve seus próximos 500 dias passarem por uma montanha russa de emoções.


Tom é um rapaz normal e que tem uma vidinha bem pacata. Sai com seus amigos pra beber, mas poderia ser alguém melhor. Mas a chegada de Summer muda tudo.Durante a história o personagem de Joseph acaba amadurecendo e ve que nem todo amor dura para sempre e que ele pode sim, ser feliz mesmo depois de uma desilusão amorosa :P

Já a personagem de Zooey passa de uma garota desacreditada do amor a uma mulher dedicada a seu companheiro.

Contada de um modo atípico, vemos cada dia e cada fase do romance do casal aleatoriamente. Na mesma hora em que os vemos brigando, temos cenas do início do namoro e já seguidas pelo desespero (dele) pelo fim de tudo.


Mas calma, nada fica confuso. As fases durante o filme tem indicação de qual dia estamos vendo e até ganha uma coloração de acordo com cada emoção.

O filme foi dirigido por Marc Webb e foi sua estreia como diretor cinematográfico. Antes disso ele já havia dirigido somente clipes, e ele tem uma lista enorme em seu currículo. Mas este nome te soa tão conhecido porque ele vai ser o encarregado do novo “Homem Aranha” que deve estrear ano que vem.

Apesar de novato suas ideias de como contar a história é o que não deixam com que esse filme se torne aquele filme de sessão da tarde e até diabético de tão doce. E também não fica aquele drama sem romance. Toque simples como um narrador guiando a história e uma divisão de telas onde acontecem lado a lado a expectativa e a realidade de acontecimentos para Tom, deixam a história agradável.


É um conto real, sabe? Tipo algo que realmente poderia acontecer de verdade e não como os filmes tendem a retratar. Aquelas coisas absurdas e cheias de finais felizes onde ninguém liga pros defeitos de ninguém.


Com cenas bem engraçadas (sem ser forçado), mancadas e inusitadas temos também muitas referências. Desde “Curtindo adoidado” a “Star Wars” até fazem piada com o fato de ninguém gostar do Ringo (neste filme alguém gosta!).
É um filme inteligente desde seu título que no idioma inglês faz piada como o nome da protagonista. “(500) Days of Summer” que poderia ser traduzido como “(500) Dias de Summer ou de Verão”, uma alusão a amores de verão, que tendem a ser passageiros. E sem mencionar no final bem irônico ^^

Fica então uma dica que vai agradar homens e mulheres, enamorados e solteiros e claro, para aqueles que são amantes de um bom filme :D

 

4 comments

  1. Eu não sou fã do gênero de comédias românticas e a Jess teve a ousadia de me recomendar este filme pra assistir, torci o nariz, aí eu li a sinopse, achei interessante e com esses atores resolvi dar uma chance pro filme e A-DO-REI, uma protagonista que não faz o papel da mocinha sofredora foi realmente surpreendente e saiu do lugar comum da obviedade da troca de casais das comédias românticas, além de já sabermos desdo o começo que tudo acaba. Deu até vontade de ver de novo, hehehe

    1. Esse filmes é mto bom mesmo e eu gostei pelo fato de não ser aquela obviedade de “menina sofredora que corre atrás dum cara que não dá valor até perder”. E sem contar que os atores e a trilha sonora sõa mto bacanas… Além disso, como eu disse, o roteiro ficou de primeira!

  2. Esse muleque é do “10 Coisas Que Eu Odeio Em Você” (aquele filme do Heath Ledger). E esse “o filme mostra um lado geralmente desprezado por Hollywood, onde o homem é quem corre atrás da moça” é uma ironia né?

    1. Sim, o Joseph é de “10 coisas que eu odeio em voce”, mas qualquer pessoa que lembra do filme, lembra do heath. Desde aquela época acompanho os filmes dele e gosto mto de sua atuação. Assim não exatamente uma ironia pq na grande maioria dos filmes a mulher é quem é a sofredora sabe. Mas o interessante é que nesse mesmo filme que vc citou ele meio que também faz esse papel. No entanto o final dele já é um pouco diferente :P

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