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Captain America and The Avengers (Fliperama)

Sempre preferi a DC ao invés da Marvel (o selo Vertigo tem boa parte da culpa disso), mas é inegável que a Casa das Idéias teve ótimas hqs e jogos. Captain America and The Avengers saiu em 1991 e fez bastante sucesso, rendendo ports para as mais diversas plataformas. Neste review vou falar do original, uma máquina de fliperama.

Após a clássica tela Winners Don’t Use Drugs o jogo já impressiona. Vozes digitalizadas eram raridade, e ouvir um The Avengers é muito bacana. As vozes marcam presença em várias partes do jogo, e só são possíveis graças a grande capacidade de armazenamento. Mas não são só as vozes que impressionam, há várias imagens detalhadas que lembram hqs e contam a história do jogo e apresentam os personagens. Assim como onomatopéias que surgem nos golpes. Não afetam em nada a jogabilidade, mas são um toque de capricho a mais que dá um clima legal pro game.

Há quatro personagens para se escolher: Visão, Gavião Arqueiro, Capitão América e Homem de Ferro. O Visão tem um visual branco esquisito, e o Homem-de-Ferro uma versão mais encorpada de sua armadura. Já o Capitão América e o Gavião Arqueiro mudaram menos com o passar do tempo, então os trajes são bem parecidos com os atuais. Todos os personagens tem vários quadros de animações e poderes diferentes entre si. São pequenos, o que é compreensível já que há versões do jogo que suportam quatro jogadores simultâneos.

Os gráficos são muito bons. Os cenários são bem detalhados, com várias partes em que dá para interegir. Muitas coisas explodem se arremessadas, até algumas que não fazem muito sentido, como um banco. Mas o cenário em si não é obstáculo, não há áreas que exijam pulos cuidadosos ou atenção para não perder energia.

A jogabilidade é simples: há apenas dois botões, talvez um resquício do Nintendinho. O botão de ataque e pulo formam combos, e dá pra ter vários movimentos diferentes com eles. Assim, apertar os dois juntos faz algo, um e rapidamente o outro faz outra coisa e assim vai. Parece confuso, mas é bem simples e natural. É fácil dominar os comandos dos personagens, e necessários. Fliperamas não foram criados por caridade, e este é um dos clássicos papa-fichas. É fácil ser cercado por vários inimigos, e saber o que fazer é fundamental para gastar menos fichas. Os dois botões de ação fazem com que o jogo seja confortável de emular usando o teclado ou um controle USB padrão como input.

O jogo é curto mais divertido. Há participações especiais de vários Vingadores, nem que seja só para jogar um item que restaura a energia ou dar uma carona. A com participação mais ativa é a Vespa: há algumas fases no estilo Shmup e ela ajuda a atacar os inimigos. De chefes há alguns personagens que suponho que sejam vilões clássicos, mas não conheço as hqs dos Vingadores tão bem assim para afirmar. A mente maligna por trás de tudo é (surpresa!) o Caveira Vermelha. Infelizmente as lutas contra chefes são pouco inspiradas, bem repetitivas e fáceis de lidar.

Captains America and The Avengers é um ótimo jogo. Com fichas infinitas é muito fácil de zerar. Rende uma boa diversão, descompromissada, principalmente se for jogado com amigos, e se não é muito original pelo menos não é frustrante nem tem grandes defeitos. Descer o braço em um bom e velho beat ’em up sempre é uma boa pedida :D

 

6 comments

  1. Assim como o Solo Player, eu joguei muito a versão do Mega Drive, que por sinal achei bem mais divertida que a do SNES. Era boníssimas tardes na frente da TV, junto com meu primo e meu irmão, e vibrávamos quando terminávamos. Bons tempos…

    Eu também cheguei a jogar esse jogo no fliperama, mas não fui longe. Estava em São Paulo, por volta de 2005 (não tenho certeza), e tinha uma dessas máquinas no Shopping West Plaza. Comprei umas fichas e joguei Tekken VER.A, e depois parti para o arcade dos vingadores. Achei bem legal, e minha surpresa maior foram os gráficos, pois eu já conhecia as versões do Mega Drive e do SNES. No dia, com uma ficha, só cheguei até a metade da segunda fase, mas depois terminei no emulador.

    Vou aproveitar para jogar novamente algum dia!

  2. Eu infelizmente não joguei no fliperama, só emulado mesmo. Os fliperamas que tinham perto da minha casa eram de jogos com temática de fantasia ou de luta. Mas deveria ser épico se divertir em butecos, principalmente na máquina para quatro pessoas. Pensando bem foi até bom, senão eu seria uma criança muito mais pobre :D

    As versões pra Snes e Mega Drive são legais, tb prefiro a de Mega. Já a de NES é uma carniça ^^ Boa pro nível do videogame, mas muito aquém do original.

  3. Eu nunca tinha jogado nenhuma versão desse jogo, só agora peguei o cartucho de Mega. Dei uma partidinha rápida outro dia e achei o jogo muito charmoso, vou jogar mais hoje à noite com certeza.

    Pelas fotos, a versão do Mega parece bem fiel.

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