Dracula X Rondo of Blood

Castlevania Dracula X – Rondo of Blood

Há três estilos principais na franquia Castlevania: o metroidevania, com exploração, mapas, diversos elementos de RPG e colecionáveis. Seu mais famoso expoente é o Symphony of the Night pra Playstation. Os Castlevania 3D com fortes elementos hack ‘n slash, cujo título mais querido parece ser o Lords of Shadow pra Xbox 360 e PS3. E o gênero de plataforma repleto de ação, que foi onde como a série surgiu. Nesse gênero não há pra ninguém: o melhor é Dracula X – Rondo of Blood.

Versão original lindona.

Dracula X foi lançado no Japão pro PC Engine Super CD em 1993. Por ter sido criado em CD ele tinha uma vantagem enorme em relação aos outros jogos da série: espaço de sobra. Isso rendeu uma trilha sonora divina e sprites detalhados e belíssimos. O jogo tem até algumas sequências animadas. Coisa fina de se ver e, principalmente, de se jogar.


Como não podia deixar de ser o jogo foi portado pra diversos sistemas. A versão mais famosa é pra Super Nintendo. Não é o aborto gamístico que muitos dizem, mas você tem que pensar nele como um jogo a parte. É muito inferior ao original. Tanto em gráficos quando nos sons e no próprio mapa, tudo é pior ou capado. Até a Maria foi removida. Jogar a versão de Snes é o mesmo que jogar um demo.

Versão de Snes. Meh.

Rondo of Blood também deu as caras no Wii, pelo Virtual Console do Japão. É barato, principalmente em comparação com um cd original pra PC Engine Super CD, que custa os olhos da cara de um Beholder. Uma vantagem é que dá pra jogar com o Wii Motion, não é preciso comprar um Classic Controller/Game Cube Controller. Mas a versão definitiva em relação custo/benefício é a de PSP. Entitulado Dracula X Chronicles, foi a primeira vez que o jogo veio pro ocidente.


Dracula X porque é o décimo jogo da série, e não porque você joga com um Belmont 100 anos depois mais avançado, com livre-arbítrio e que tem dash.

Castlevania bom é Castlevania sem censura!

Eu amo pixel art, a ponto de comprar muitos jogos só pelo visual (Wizorb e Jamestown são bons exemplos) e depois me preocupar com o resto. Adoro quadrados que de longe formam uma imagem bonita, adoro como a pixel art permite uma liberdade enorme pros artistas (que não precisam de criar algo pra ser visto de todos os ângulos) e adoro como a pixelart pode ser reproduzida em meios criativos em crochê, pintura, etc. Então não estava muito animado com o visual 2.5D. Pra pessoas como eu o jogo original está disponível. Mas, numa jogada genial, ele tem que ser desbloqueado. O resultado ficou tão bacana que zerei em 2.5D mesmo.


O visual do jogo foi todo refeito em 3D. Mas ele roda em 2D, do mesmo jeito que o original. Há alguma diferenças. O cavaleiro que joga machados antes da ponte na fase 2 ficou mais fácil \o/, alguns monstros ficaram mais chatos, algumas áreas inacessíveis pra alguns personagens, mas de modo geral é o mesmo jogo com um polimento maior. Vendo screenshots o visual não parece grandes coisas, mas quando se pega pra jogar ele é lindo. Há uma sensação de profundidade nos cenários incrível, o Richter não anda mais como o robocop, tudo ficou mais fluido, mas crível.


A história é a seguinte: Drácula ressuscitou, um Belmont (Richter) vai lá pra acabar com o vampirão, tem um sacerdote maligno, o Morte, etc… O de sempre. Não que alguém esperasse algo inovador. A série só foi ter muitas reviravoltas no roteiro muitos anos depois, na época todo mundo só queria matar monstros mesmo. O que é ótimo.


Os controles são muito bons. Respondem imediatamente. O pulo é meio travado, mas isso faz parte do jogo em si, ele é pensado pra ser assim. A dificuldade é barra pesada. Algumas fases são infernais, daquelas que dá vontade de matar a mãe do programador. E os chefes também não dão mole. Dominar o jogo vai gastar muita habilidade e paciência.


Dracula X – Rondo of Blood é o jogo de plataforma/ação mais completo que joguei. Zerei ele pela primeira vez com meros 31% do jogo concluído. Ele tem chefes alternativos, fases alternativas, outra personagem pra liberar e jogar (Maria), 3 finais diferentes, dá pra desbloquear a versão original pra PC Engine do Rondo of Blood, um jogo curtinho chamado Akumajou Dracula Peke, e muitos outros segredos…


Ah, dá pra desbloquear o Castlevania Symphony of the Night também. Yep, um dos jogos mais idolatrados da série é considerado um simples bônus perto desse. Tá esperando o que pra jogar?

9 comments

  1. Cara, eu joguei justamente a versão do PSP… mas eu não fui tão longe, joguei com o intuito de abrir o Symphony of the Night. Pô, não tenho culpa, foi o primeiro Castlevania que eu joguei pra valer. :)
    Mas o pouco que joguei dele, curti bastante. Preciso deixar de bobagem e jogá-lo até o final.
    E eu acho que cheguei a desbloquear a versão original, mas não conferi. Vale a pena? Ou melhor ficar na versão remake?
    Mania besta essa minha de abandonar jogos, viu? hahaha
    Muito bom post.
    Abraço

    1. Pra desbloquear o Symphony é preciso chegar na fase 3′ e derrotar um desafio dos ossos que viram monstros… Você jogou 1/3 do jogo, e enfrentou um chefe barra pesada. Se fosse você eu zeraria ^^ Como regra geral se você consegue passar a quinta fase você termina o jogo fácil.

      Eu terminei na versão remake mesmo. A versão pixel art é linda até numa tela de 50′, mas a versão 3D só fica bonita numa tela pequena como a do PSP. Então eu deixei pra zerar a versão original no Wii, pra ir vendo todos os detalhes. Mas isso é algo profundamente pessoal. As duas versões pra fins práticos são iguais.

      Eu também abandono jogos. E demoro tanto a voltar que normalmente não lembro de nada. Nem dos controles nem da história… E acabou tendo que começar de novo. Acho que todo mundo é assim ^^

      Brigadão pela visita, abraços!

  2. Tenho que comprar um cartão de memória pro meu PSP. Fica jogado no canto enquanto isso, quase um pecado com um portátil tão excepcional quanto ele.

  3. ADOREI A MATERIA,muito show!

    só acho que Castlevania IV é a melhor da franquia,pelo fato do controle ser o melhor,podendo atacar com o chicote para varias direções e tendo grandes efeitos e fases criativas como a fase de varias dimensões e a fase que fica rodando^^

    é claro que é minha opinião de merda,mais sou meio que conhecedor de todos os jogos das franquias de NES e SNES do “Castelo demoniaco do Dracula” hehe

  4. P.S. só joguei a parte “porca” do castlevania x para SNES. Ainda não tive chance de jogar essa nova versão que você fala

  5. já joguei Dracula X(putz! o que é aquilo) e Rondo of Blood no PC engine que é excelente. ainda vou ter um PSP para ver essa versão. e me disseram que a batalha contra o Drácula é osso demais

    1. A batalha com o Dracula só fica difícil na ultima forma. Nas duas primeiras eu passei na segunda tentativa, e quase sem tomar dano. Tem alguns chefes alternativos que dão vontade de jogar o PSP na parede tb ^^

  6. Excelente como sempre, Heider!

    Pergunta de quase noob nos Castlevanias novos: para alguém como eu que só jogou até o final Castlevania 1 e 2 no NES e umas horas de Lords of Shadow no 360 (e o Harmony of Despair na Live), este seria mais interessante do que o IV do SNES e/ou o Bloodlines do Mega, certo? Digo, para eu seguir jogando os da franquia…

    Abração!

    1. Com toda sinceridade eu recomendaria o Order of Eclesia pra DS. É um estilo diferentão de Castlevania, com a dificuldade dos de NES mas no estilo Metroidevania, com uma arte e trilha sonora fabulosa. Mas dos clássicos acho que o Rondo of Blood é insuperável mesmo ^^

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