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Dicas Para o IELTS

Tive que fazer o IELTS. Pra quem não sabe ele é um teste de proeficiencia em inglês aplicado pela Universidade de Cambridge. É necessário pra quem quer um visto que precise de uma permanência por mais tempo em outro pais, como para um intercâmbio. Outro teste famoso é o TOEFL. De modo geral a grande diferença dos dois é que o TOEFL é mais respeitado na América do Norte e o IELTS na Europa. Ao que parece o TOEFL é mais fácil e mais moderno, e o IELTS é mais difícil e antiquado. Muita gente pode precisar de fazer este teste algum dia, por isso vou dar umas dicas.

Antes de me aprofundar é bom falar sobre o meu conhecimento de inglês. Eu nunca fiz nenhum curso particular de inglês, e nunca levei as aulas nas escolas públicas muito a sério até o ensino médio. Aprendi por vontade própria devido a necessidade. Meus grandes professores foram jogos de RPG, livros de literatura fantástica, animações e seriados. Creio que há muita gente que aprendeu do mesmo modo que eu por aí, e para estas pessoas as dicas são ainda mais importantes.Tirei 7.5 no overhall. 8.0 no listening, 7.5 no reading e no writing e 7.0 no speaking. O máximo possível é 9.0. Foi uma nota boa, e fiquei feliz com ela.

Meu primeiro professor.

O IELTS é composto de quatro módulos: speaking, reading, writing e listening. O reading e o listening são mais fáceis de se praticar sozinho. Mas pra speaking e writing é essencial ter uma professora. Eu fiz três aulas particulares com uma antiga professora minha e elas foram essenciais. Nas três aulas nós conversamos apenas em inglês e ela corrigiu vários textos e exercícios, além da minha pronúncia. Não dá pra saber o que se está falando/escrevendo errado sozinho.

A prova de listening é assim: eles te entregam um caderno de prova com várias questões. Algums são questões fechadas, outras são frases sem uma palavra com um espaço em branco no lugar de uma palavra. Eles colocam um cd para tocar uma única vez, com um diálogo entre duas pessoas. Conforme ele vai passando a pessoa tem que responder as perguntas. É uma prova complicada. Você fica vários minutos esperando por uma informação útil e nada, e aí eles dão a resposta de 3 questões em 15 segundos. É preciso ter um pouco de maldade também. As provas são cheias de pegadinhas e informações que induzem a erro pra quem não conhece o idioma muito bem. Sempre há pelo menos uma palavra ditada, muita vezes com letras e números, então é bom saber o alfabeto de cor. Diferenciar “8” e “h” em um teste é complicado. E um erro comum é não saber a pronúncia do “e”. Muita gente acha que se fala “ê”, mas o correto é “iii”.

A prova do reading são vários textos (normalmente científicos e chatos) com perguntas sobre eles, a maioria delas fechadas. Nada muito diferente do Enem. Nestas questões não há segredo nenhum. Há algumas questões abertas pra marcar True, False ou Not Given. O “Not Given” não é comum nas provas brasileiras, e há uma pegadinha comum nele e que ferra muita gente. O “Not Given” é pra ser usados em informações não dadas no texto, não importa se verdadeiras ou não. Então se tiver algo tipo “the sky is blue” não importa quão obviamente verdadeiro isto seja, se não está no texto a resposta é “Not Given”. Por este motivo recomendo ir sublinhando no texto as respostas das False e True, e o que não achar é Not Given.

Achei que metade do meu vocabulário foi obtido das obras dele…

O writing consiste de duas redações. A primeira é sobre uma gráfico, tabela ou algo do gênero. Você só precisa de descrevê-la em no mínimo 150 palavras. É simples mas chato, e é difícil evitar repetição. 150 palavras são muita coisa, dá 15 linhas no tamanho normal da minha letra. Ah, não usem contrações. It’s é It is, por exemplo. E tentem fazer uma letra facilmente legível. Se seu “o” e “a” são parecidos acho mais provável que o examinador pense que você escreveu a palavra errado. Ah, lembrem-se que gráfico (de informações) em inglês é graph, graphic se refere a interfaces visuais.

A segunda redação tem que ter no mínimo 250 palavras, mas pelo menos é sobre algum tema que permite um desenvolvimento maior. O meu tema foi sobre alunos que largam o ensino médio e não vão direto pra universidade, esperam alguns anos. Meu caso ^^ O cuidado com os false friends é fundamental. É bom dar uma pesquisada sobre sinônimos de palavras comuns, como “set” e “use”. Fazer frases complexas conta mais ponto, mas só recomendo caso você saiba o que está fazendo. Colocar mais de um tempo verbal é uma boa também. É o único lugar na prova onde é necessário um bom conhecimento de gramática, e se vocês forem como eu certamente terão dúvidas sobre a grafia de uma ou outra palavra que já viram um milhão de vezes. Não se prenda a isso. Você tem somente 1 hora pra fazer as duas redações, escreva do jeito que achar ser mais correto e pare de se preocupar. Não faça rascunhos também, vá direto para a folha definitiva. A prova é toda feita a lápis, então não há problema se você precisar de apagar algo. Eu fiz rascunho da primeira redação, e quando acabei tinha apenas 40 minutos restantes pra fazer a segunda (que vale mais pontos) e passar a limpo a primeira. Tive que correr, minha mão ficou doendo e acabei não tendo tempo de revisar nenhum dos meus textos.

O speaking é uma prova tranquila. Dura em média catorze minutos. A primeira parte é um bate -papo sobre um tema específico. O da minha namorada foi sobre dificuldades da vida, o do Álan foi sobre infância e o meu foi sobre tempo livre. É bem tranquilo se você já tem alguma prática. A entrevistadora da Cultura Inglesa de Belo Horizonte é super simpática também, o que me deixou muito a vontade. Depois destas perguntas vem a parte principal do teste de speaking: você tem que falar por dois minutos sobre algo. No meu caso tive que recomendar um livro. Antes de começar você pode fazer anotações durante certo tempo. Trinta segundos, eu acho. É importante usar isso a seu favor, e anotar tópicos relacionados que possam render assunto. Eu escolhi Smoke & Mirrors do Neil Gaiman por ser um livro de contos, o que acho que é mais fácil. Escrevi palavras como fantasy, short stories, introduction, how/why it was written. Quando eu sentia que ia travar eu olhava pro papel para lembrar dos tópicos.

O IELTS testa tanto o conhecimento do candidato em inglês sua capacidade de lidar com nervosismo e prazos apertados. O tempo é um dos maiores inimigos. Recomendo a qualquer um que vai fazer a prova conseguir provas antigas e fazer elas estritamente dentro do tempo definido. Boa sorte a todos que forem tentar a prova ^^

3 comments

  1. Prática, muita prática. O Listening do IELTS não é difícil, não possui uma linguagem muito elaborada nem perguntas complexas. Aqui eles testam sua habilidade de concentração e se você consegue entender diferentes sotaques e velocidades de fala. São 4 partes, cada uma com 10 questões, aumentando o grau de dificuldade. Eles te dão um tempo para ler as questões, o que é crucial, pois o áudio só é tocado uma vez. O que eu reparei nas pessoas perto de mim na prova é que elas NÃO grifavam o texto das perguntas, o que faz uma mega diferença se você eventualmente se perde no que está ouvindo. É extremamente útil grifar todas as palavras que achar mais importante nas perguntas. Também de extrema importância, prestar atenção no tipo de pergunta. Às vezes eles pedem para responder com uma só palavra, outras somente duas ou até três e/ou números. Achei essa parte bem fácil, consegui responder todas de primeira. Acho que grifar tudo fez grande diferença no meu resultado.

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