Donkey Kong está de volta e com ele a diversão dos 16 Bits

Numa época em que gráficos super realistas, jogos com pura adrenalina e integração do virtual com o real é o que domina o mercado de games, a Nintendo traz de volta o macaco preferido de todos os tempos.

Donkey Kong em sua primeira versão era uma vilão de um jogo de arcade com ninguém menos que o Mario, que tinha que enfrentá-lo para salvar uma princesa. Sua fama de herói só foi feita no lançamento de “Donkey Kong Jr.”, onde seu filhote o salva das garras de Mario. Há também uma terceira sequência onde Kong invade uma estufa e é perseguido pelo dono.

Mas o estrelato de Donkey veio mesmo em 1994 quando a Rareware a pedido da Nintendo começou a produzir a grande franquia “Donkey Kong Country”.

Donkey Kong ganhou um parceiro, o pequenino Diddy Kong e precisava recuperar de volta as bananas que o Rei K. Rool roubou descaradamente, explorando a ilha e enfrentando chefões dos 6 “mundos”. Mas isso foi há muito tempo, quando os cartuchos faziam a cabeça dos gamers de Snes.

Depois do sucesso de DKC, mais outros dois títulos foram acrescidos à série nos anos subsequentes e novas versões e remakes chegaram aos portáteis da Nintendo, o Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance.

Vale lembrar também que em 1999 foi lançado um jogo do símio para o então, mais recente console da Nintendo – o Nintendo 64. O jogo intitulado Donkey Kong 64 trouxe consigo gráficos inovadores e a necessidade do uso do expansion pack para jogar.

Já em 2005, o ritmo levou Kong a fazer macaquices no novo console da nintendo, o Gamecube. Donkey Konga é um jogo musical onde com o novo controle, em formato de bongôs, o jogador deveria bater as notas das músicas no tempo exato. Embora também fosse possível jogar com o controle de gamecube, os DK Bongos, oferece uma experiência inesquecível para os jogadores. O jogo, claro, foi um sucesso e logo teve mais dois sucessores.

Com a chegada do revolucionário console da Nintendo, o Nintendo Wii, responsável por permitir que o jogador possa jogar com o controle sem fio, Donkey Kong não poderia ficar de fora da onda wireless. O primeiro jogo do macaco para Wii foi o remake de “Donkey Kong: Jungle Beat” de Gamecube, que também utilizava os DK Bongos. No entanto, o remake do jogo não agradou muito ao público e o jogo de Wii não teve uma repercussão lá muito boa.

Mas a Nintendo ainda não havia perdido a guerra, só uma batalha.

No evento mais cultuado do mundo dos games o E3, foi anunciado Donkey Kong Country Returns para Wii em meio a aplausos e excitação dos jogadores presentes e onlines. A música tema do primeiro jogo envolveu o primeiro trailer do que seria um dos jogos mais esperados do ano.

Lançado em 21 de Novembro desse ano, Donkey Kong Country Returns trouxe tudo aquilo que prometeu e muito mais. A música tema, o cenário, as fases , TUDO, traz de volta a memória das horas e horas gastas no primeiro jogo da franquia. É claro que além de trazer a tona aquele momento nostalgia, a Retro Studio – a responsável pela produção do jogo – incorporou as funcionalidades do Wii para o que pode ser a estrela do ano do calendário gamer.

Já na primeira fase não se pode deixar de notar a similaridade com o primeiro jogo da franquia. A jogabilidade continua em 2D e o que não falta são os elemento clássicos: Barris, Bananas, Balões de Vida e claro, os animais que te auxiliam a passar as fases como o rinoceronte Rambi. Os gráficos cairam como uma luva deixando o jogo belíssimo e surpreendente para um jogo de Wii, com cenários divertidos e coloridos. Temos o uso também do carrinho usado na fase da mina que aparece mais de uma vez no jogo – o que para mim foi o máximo, pois eu amava usar os carrinhos.

A adaptação para o Wii trouxe consigo habilidades antes inexistentes nos jogos: assoprar e bater no chão.  Essas novidades deram um ar de novo no jogo e se integraram bem para derrotar alguns bichos e abrir novas passagens.

Quanto aos bichos e vilões houve uma certa decepção. Os bichos que andam nas fases não são tão simpáticos quanto aqueles jacarés carrancudos e o primeiro vilão é uma especie de sapo fracote que muda de cor. Mas derrotá-los talvez seja mais trabalhoso que antes – trabalhoso e não difícil.

Conseguir todos os itens do jogo também ficou complicado. As vezes sendo necessário sacrificar o nosso macaco para pegar uma letra no meio de um buraco, por exemplo. E temos novidades nos itens a serem pegos: além dos clássicos cachos de bananas, letras e balões com vida, foram adicionados peças de quebra cabeças e moedas que servem respectivamente para destrancar extras na tela inicial do jogo e compra vidas extras.

Quem perdeu uma grande parte do estrelato foi o Diddy Kong que virou um personagem de apoio, sendo impossível jogar somente com ele no modo single-player. Ele agora ajuda o Donkey Kong de um jeito diferente: Ele virou uma espécie de Jet Pack que faz com que o Donkey pule e plaine até chegar ao local desejado. Já no modo two-players é possível jogar cada um com um dos personagens. Nesse modo só o Diddy consegue voar, embora seja possível integrar a ação dos dois macacos e colocar o Diddy nas costas do Donkey para que os dois voem.

No fim das contas Donkey Kong teve seu retorno triunfal e promete fazer a diversão dos velhos e novos adeptos do jogo. A Retro Studio tinha um grande desafio em suas mãos que era de  encontrar a fórmula do sucesso de Donkey Kong que era da antiga desenvolvedora, a Rareware. Mas a nova produtora deu a volta por cima e trouxe de volta ao jogo a diversão, inovação e sucesso que tanto merecia.

E aí vai uma dica: Uma coisa legal é deixar o Donkey Kong parado. Olha o que acontece:

Se vc acha que o viu jogando o portátil da Nintendo, o DS acertou em cheio ^^

2 comments

  1. O único motivo para eu não ter comprado o DKC de Wii é que, por incrível que pareça, eu nunca terminei nenhum dos anteriores! Vou recorrer ao Virtual Console, terminar o primeiro e, se curtir, compro o do Wii. Afinal de contas, parece que o jogo está super fiel ao original.

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