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Menina do Tempo

"A ironia de se viver num lugar inito, estando acorrentado a uma servidão milenar. de manusear a vida de todos os seres, mas nascer e morrer sozinho. De ser um guardião do tempo, e não ter tempo pra viver. Isso é a realidade de todas as Meninas do Tempo. Todas exceto Carttier."
“A ironia de se viver num lugar infinito, estando acorrentado a uma servidão milenar. De manusear a vida de todos os seres, mas nascer e morrer sozinho. De ser um guardião do tempo, e não ter tempo pra viver. Isso é a realidade de todas as Meninas do Tempo. Todas exceto Carttier.”

Em novembro de 2013 ocorreu em Belo Horizonte a oitava edição do Festival Internacional de Quadrinhos (ou FIQ para os íntimos). Tanto visando prestigiar alguns amigos meus, estudantes de cinema de animação na Universidade Federal de Minas Gerais, quanto adquirir um volume do mangá que tantas vezes vi eles trabalhando, fui ao festival.

Comprei lá um exemplar de “Menina do Tempo”, com arte de Delvan Souza, argumento de Giovanna Bianchini e a colaboração de Daniel Medina e de Fernanda Mamede, entre outros. Conheço esse pessoal e sei que o trabalho deles não iria desapontar.

A história trata de meninas que vivem em alguma espécie de dimensão alternativa onde há uma infinidade de relógios flutuantes e uma grande ampulheta, sobre a qual cresce uma árvore que se conecta com o nosso mundo. Aparentemente só pode haver uma menina do tempo, que representa a hora (9h, 10h, etc…). A história de duas delas, porém, é abordada a partir do ponto em que viajam para nosso mundo e caem em uma floresta de pinheiros, localizada em uma ilha.

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A primeira delas chega a ilha e acaba, sem querer, ajudando um homem que estava perdido a encontrar seu barco. A outra chega a mesma ilha 1.000 anos depois e encontra com Ray, Bia e Alois. Ela se torna amiga deles e, adotando o nome de Carttier, passa a descobrir a história de seus novos amigos. O que não se esperava era que a estadia da menina do tempo na ilha tivesse um preço tão caro quanto misterioso.

O traço é forte e bem trabalhado, mas possui a fluidez necessária para mostrar a movimentação necessária. Os cenários, nem sempre representados por completo, trazem a sensação de solidão, de estar incompleto. Isso é ainda reforçado pela própria ambientação em uma floresta de grandes pinheiros nevados e uma casa isolada em meio as árvores.

Quem se interessar pode entrar em contato com os autores pela página http://www.facebook.com/MeninaDoTempo. A versão impressa foi editada pela Crânio Quadrinhos, sendo que fiz questão de conseguir o autógrafo dos autores.

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