labyrinth

Labyrinth

Antes do sucesso estrondoso de O Senhor dos Anéis filmes de fantasia não apareciam com tanta frequência nos cinemas. Filmes assim requerem bons efeitos especiais e são caros, exigindo um grande retorno. Em 1986 foi lançado  Labyrinth. Dirigido por Jim Henson, o produtor era George Lucas, o designer Brain Froud e o ator principal era o cantor David Bowie. Era uma aposta de alto risco, mas com os nomes envolvidos a chance de dar errado era menor. Ainda assim o filme foi um fracasso enorme de bilheteria. Só anos depois foi reconhecido como um clássico e  gerou grandes lucros nas vendas de vhs, dvd e bluray.

 

Sarah é uma garota normal de 15 anos que vive com o pai, a madrasta e o irmão ainda bebê Toby. Com raiva por ter sido deixada de babá do pequeno Toby ela deseja que goblins o levem embora. Para seu desespero seu desejo é realizado. O Rei dos Goblins Jareth aparece.  Ele diz a Sarah que se ela quiser recuperar seu irmão ela tem que chegar ao centro do Labirinto dentro de 13 horas, senão o bebê será transformado em goblin e mantido lá para sempre.

A jornada de Sarah é mais difícil que parece. O Labirinto é infestado das mais diversas criaturas, tem paredes e entradas secretas e Jareth tem espiões por todo lado. Ainda bem que ela conta com ajuda. Hoggle o anão, Ludo a besta gigante e o pequeno cavaleiro-raposa Sir Didymus são alguns dos pesonagens marcantes que aparecem para ajudá-la a passar pelo teste.

 

Não dá para imaginar o filme sem David Bowie. Ele compôs a ótima trilha sonora e representa de maneira sensual e assustadora o vilão Jareth. A relação dele com seus serviçais goblins tem momentos divertidos fazendo seus lacaios parecerem idiotas, provavelmente graças as pesadas críticas ao clima muito sombrio do filme The Dark Crystal.

David Bowie com um dos figurinos menos extravagantes de sua vida :P
David Bowie com um dos figurinos menos extravagantes de sua vida :P

 

O bebê encantável é o filho do Brain Froud, Toby Froud. Uma criança extremamente tranquila, que ri e brinca rodeada de assustadores marionetes e fantoches de goblins. E Jennifer Connelly está perfeita como Sarah. A bela atriz interpreta muito bem e ajuda a definir uma garota forte e decidida.

Todas as cenas do filme parecem esbanjar criatividade. Labirinto está um nível acima de The Dark Crystal. Há mais integração entre o cenários e os bonecos, que ganharam movimentos mais complexos e uma naturalidade muito maior. A criatura formada de mãos conversando com Sarah é impressioante.  Assim como os bonecos que interagem com ela de forma natural. O filme vai muito além de The Dark Crystal, e a interessão dos humanos com os bonecos ficou muito bem feita. O filme transpira vida e energia.

As várias inspirações pra obra podem ser vistas nos primeiros minutos no quarto de Sarah. Entre os livros que se encontram lá estão, clássicos da literatura infantil como Alice no País das Maravilhas e Branca de Neve e os Sete Anões. O esquema geral do roteiro lembra bastante o livro Where The Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros), presente na estante de Sarah também. Mas mesmo bebendo de tantas fontes Jim Henson conseguiu manter uma grande originalidade. Ele consegue deixar seu estilo em cada segundo do filme.

Aos fãs mais dedicados há muitos detalhes para observar. Desde cenas com o rosto de David Bowie escondido até detalhes como os brinquedos no quarto de Sarah. Muitos servem para complementar a história, e muitos só como curiosidade mesmo.

Uma grande quantidade de produtos relacionados foram lançados. Destes o de maior destaque é um mangá de 4 volumes que se passa 13 anos depois do original, e conta a viagem ao labirinto de Toby, já pré adolescente. Este mangá está sendo lançado no Brasil. Foram produzidos também um livro e uma quadrinização do filme, além de um jogo para NES/MSX e um vinil com a trilha sonora.

 

 

O filme é a última grande obra dirigida por Jim Henson. Ele morreu quatro anos depois do lançamento, em 1990, vítima de uma grave infecção que resultou numa falência múltipla dos órgãos. O fracasso de bilheteria talvez dificultasse obras futuras, mas é realmente uma pena que ele não tenha visto o Labirinto ganhar anos depois fama e status que não desfrutou no lançamento.

2 comments

  1. Nossa! Esse filme realmente é um clássico. Eu lembro de tê-lo visto há muito tempo atrás, em uma época que eu não entendia o conceito de andrógino.
    Não sabia que tinha uma adaptação para mangá. Na minha opinião, retratar o David Bowie com esse tipo de arte é extremamente adequado. Isso porque os japoneses tem uma certa tendência para vilões, sendo que boa parte deles ou são meio andróginos, ou são sexualmente questionáveis; raras vezes são aqueles caras gigantescos, cheio de musculos, transpirando virilidade e suor (vide Kuja e Sephiroth).
    De qualquer maneira, preciso revisitar esse clássico e ler o mangá.
    Eu também adoro essa atriz.

  2. Diz a lenda aqui em casa que quando pequena eu era apaixonada por esse filme. Dizem q eu assisti um zilhão de vezes e q era um dos meus filmes favoritos. No entanto eu ñ me lembro disso! Lembro vagamente, mto mto vagamente msm de algumas cenas do filme. Mas só lembrei de algumas coisas dpois de ter visto o trailer…

    Espero comprar um dia e assistir novamente *o*

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