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Mais estranho que a Ficção

Sabe aquelas propagandas de filmes que vão passar na tv e que ficam reprisando eternamente? Então, esses dias me deparei com essa situação e acabei me inspirando para fazer a resenha do filme.

“Mais estranho que a ficção” é um filme de 2006 que trouxe uma certa diversidade aos roteiros de Hollywood. Embora o roteiro seja a estreia de Zack Helm, a história foi disputada por inúmeros diretores e atores, a história era ótima. Acabou que quem levou pra casa o gosto de ser o diretor foi Marc Foster e o elenco é de muito peso: Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Dustin Hofman e Emma Thompson.

Bem vamos a história.

Harold Crick (Will Ferrell), um homem solitário e extremamente metódico. Todos os dias acorda na mesmíssima hora, levanta do mesmo jeito, conta seus mesmos passos até o banheiro. Se olha alguns mesmo segundos no espelho abre a o armário, pega escova de dentes, pasta de dente e coloca a mesma quantidade de pasta na escova e escova seus dentes o mesmo número de vezes.

Se você já se cansou da rotina dele, espere, fica pior. Harold conta até os seus passos para o trabalho. Nunca se atrasa ou se adianta, pega o mesmo lugar no ônibus e conta quantos lances de escada tem até chegar ao seu cubículo, enquanto seu chefe lhe pede para fazer contas matemáticas astronômicas. Esse é o dia a dia da vida mais chata do mundo, e oh wait! ele ainda é auditor da receita federal americana.

Mas esse é só o início da história. Um chato belo dia, enquanto Harold estava escovando seus dentes, ele escuta uma voz feminina narrando exatamente o que ele fazia. Num primeiro instante ele se assusta, mas logo ignora o fato pensando ser um truque de sua mente. Mas a voz volta, ditando exatamente o que ele faz e até o faz passar vergonha em público.
Ele se vê desesperado e procura ajuda como todas as pessoas possíveis, chegando a ser diagnosticado com esquizofrenia.

Mas, claro que um homem responsável como ele, não pode deixar seu trabalho de lado e dessa vez ele tem de fazer uma auditoria numa pequena padaria cuja dona é Ana Pascal (Maggie Gyllenhaal). Ana é o oposto de Harrold, ela vive cada segundo de sua vida, é gentil com todos, e ás vezes fala o que da na telha. Ela está furiosa com o auditor, que é frio demais, e tenta fazer com que a auditoria seja feita da maneira mais lenta possível.

Mas o pior há de vir: a voz na cabeça de Harold diz que sua morte é iminente e ele por acaso do destino que o ajuda é Jules Hillbert (Dustin Hoffman), um professor de literatura. Harold descobre então, que na verdade é um personagem de um livro e que o livro está sendo escrito a medida  que sua vida vai acontecendo. O desafio é encontrar o autor da história e contar como sua vida está sendo afetada. Mal sabia ele que a autora do livro Karen Eiffel (Emma Thompson) é uma assassina de protagonistas. Resta a ele, convencê-la de que ele deve viver.

Durante todo o filme Harold aprende várias coisas e tem que viver algumas situações no mínimo inusitadas.

Quando peguei pra assistir a primeira vez, pensei que o filme seria bem chatinho e mediano, mas o jeito como as ideias se desenvolvem, como a história envolve, me enganei de forma tão grande. E claro, fiquei feliz. Desde os diálogos, passando pelas cenas que se dividem entre comédia e drama e chegando nas referências, tudo se casa perfeitamente, sem se esforçar. E sem contar que o final é uma ironia lascada.

“Mais estranho que a ficção” é um filme inteligente que tem uma lição de moral banal mas contada de forma engraçada e até mesmo, por que não, irônica. O filme tenta reavivar perguntas que costumam nos enloquecer, como “Quem somos?”, “Aonde estamos?”, “Pra onde vamos?” e a clássica “Que estamos fazendo aqui?”. Soa um pouco “ A escolha de Sofia” pra você? Sim, de forma mais leve e sem grande pretensões.

Uma coisa imporatnte é a união do roteirista e do diretor. Afinal de contas o roteirista tem a ideia e a escreve e o diretor a torna realidade da melhor forma possível. Helm e Foster fazem isso muito bem. A sintonia dos dois é muito boa e deu origem a um filme cheio de “momentos”. Sabe aquelas cenas simples pra caramba mas que te deixam pensando e acabando mudando sua vida de um jeito tão sutil que você só percebe depois que já aconteceu.

Repleto de criatividade o filme pode ser um pouco chato pra algumas pessoas, mas cativa em extremo pra outras.

E quanto as referências, não vou especificar praqueles que desejam achar por si  mesmo, e se caso você não quiser nem dicas leves por favor não continue a ler o resto do parágrafo. Beatles, Monty Python e “The graduate” (a primeira noite de um homem) e até mesmo matemáticos famosos são referências de “Mais estranho que a ficção”. Até mesmo eu resolvi colocar uma referência ao filme no meio do texto :P

Enfim, o filme é ótimo e rende momentos prazeirosos em frente a tv. Pra quem ta cansado das mesmas histórias de sempre, é uma boa pedida :P

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