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Might & Magic: Clash Of Heroes

A prova de que RPG, aventura, estratégia por turno e quebra-cabeças tem tudo a ver.

Encontrei esse jogo por acaso e embora já tivesse ouvido falar na franquia de “Might and Magic” foi uma surpresa quando me deparei com ele. Embora eu mesma nunca tenha jogado algum dos “Heroes of Might and Magic”, já ouvi muitas conversas sobres os jogos e quando vi que “Clash of Heroes” tinha puzzles foi tiro e queda. Zerei o jogo bem rápido para os meus padrões e até fiquei chateada quando acabei tudo, é muito divertido. Derrotei todos os chefões e completei todas as side-quests.

Mariana se sentindo a Nadia de Might & Magic ^^

Lançado em dezembro de 2009 para Nintendo DS, “Might and

Magic: Clash of Heroes” foi desenvolvido pela Nintendo e a Capybara Games e publicado por uma das minhas empresas favoritas, a Ubisoft. Lembrando que o jogo também deverá estar disponível para a Live do XBOX 360 e na PSN através do PS3 ainda este de 2011.

Batalha que acontece num bar :)

A História

Numa espécie de pré-sequencia de “Heroes of Might and Magic V”, “Clash of Heroes” se passa nas terras de Ashan, populado por várias raças lendárias. Os Elfos moram nas florestas de Irollan, os Cavaleiros no Império Griffin, os Feiticeiros dos desertos de Silver City, os Necromantes das desoladas terras de Heresh, sem contar Sheogh o mundo amaldiçoado dos demônios.

Em alguns eclipses lunares, chamados “Luas Sangrentas” os portões entre Sheogh e Ashan se enfraquecem e uma guerra sempre começa. Durante a última guerra foi criado uma Espada a “Blade of Binding”, que dá ao seu portador o poder de controlar os demônios. Até o dia em que os demônios se apoderaram dessa espada e tudo virou de cabeça para baixo.

Quando os demônios foram dominados novamente, a espada foi entregue a um tipo de sociedade que tomaria conta do artefato, embora os demônios nunca tenham parado de tentar roubar a espada de volta.

O jogo

O jogo começa de fato nas Florestas de Irollan quando Lasir, o chefe dos elfos, recebe Edric, o chefe dos cavaleiro do Império Griffin. A intenção era de ser feita uma reunião entre eles e Delara, a chefe dos feiticeiros. Mas os demônios conseguem invadir a floresta e então uma nova guerra começa.

Daí é apresentado os filhos dos chefes, Anwen (Elfos), Godric (Cavaleiros), Fiona (Necromantes), Aidan (Demonios) e Nadia (Feiticeiros) e são com eles que jogamos. Em cada fase de um determinado reino se joga com cada herdeiro daquele reino.

O primeiro personagem com o qual jogamos é Anwen e é com ela que aprendemos a jogar de fato. Cada guerreiro tem direito a 3 exércitos para ocupar a unidade normal  e 5 para ocupar o exército especial. Cada exército tem seu poder especial e cada herdeiro tem um poder de sua raça para ser usado quando a barra de “especial” enche.

Anwen andando com o Findan nas florestas de Irollan

Como jogar?

Como já mencionei esse é um rpg com estratégia por turno. Com o diferencial de ter puzzles.
O jogador começa com cerca de 18 a 21 soldados, depende da batalha. Os soldados são dividos por cores, que vão depender da cor do herdeiro.

A tela de cima do DS tem o exército inimigo e a de baixo a de seu exército. Tanto você quanto seu inimigo tem uma espécie de zona que quando é atingida causa dano no HP. Na maioria das batalhas, o objetivo é zerar o HP do oponente, isso vai ser definido no início de cada batalha.

Batalhas: chefe e normal
Batalhas: Chefe e normal

Para conseguir atacar ou se defender com a unidade normal deve-se juntar 3 personagens iguais e com cores idênticas. No caso de ataque fila indiana, no caso de defesa basta coloca-los lado a lado. Já as unidades especiais são variaveis, sendo necessário 1 personagem do exercito especial e 2 do normal (mas de mesma cor) ou 1 do especial e 4 do normal (da mesma cor).

Em cada turno, o jogador pode fazer até 3 movimentos. Quando o jogador faz um tipo de movimento especial onde ele exclui um personagem qualquer para formar um ataque ou defesa, ele ganha então mais um movimento.

Anwen pronta para derrotar o Aidan com seu hadouken élfico

A medida que os personagens são destruídos ou atacam o adversário eles vão voltando pra uma espécie de espera e quando o jogador desejar eles podem ser chamados de volta.

Todo final de batalha rende alguns XPs e dinheiro para comprar itens e até mesmo mais exércitos.

http://www.youtube.com/watch?v=K6NggJUPQfY

Sobre o jogo

O jogo é bem desafiante e é necessário uma boa estratégia para se dar bem. Os gráficos não são lá o melhor do melhor, mas são mais que suficientes para dar ao jogo um ambiente agradável e bonito. O visual apela para cores vibrantes, num estilo anime que me agrada muito.

Outra coisa que se deve mencionar é a trilha sonora que casa perfeitamente com o jogo e combina com cada momento, tornando o jogo mais excitante e atraente.

Vale lembrar que o jogo pode ser jogado tanto com a stylus e com o botões e pode ser salvo sempre que não estiver em uma batalha.

Além do modo campanha há ainda o modo multiplayer, embora não tenha modo online. O único jeito para se jogar com um amigo é estando no mesmo cômodo e ambos com um DS.

2 amigos, 2 DS, 1 Jogo
2 amigos, 2 DS, 1 Jogo

“Might & Magic: Clash of Heroes” é um jogo que surpreende, é divertido, desafia a lógica e mostra que seus desenvolvedores conseguiram fazer deste um jogo que todos devem jogar. Tem muitos elementos que lembram a franquia original, entretanto que tem um estilo único.

Curiosidade: Os escritores do jogo se chamam: Jeff Spock e Dan Vader.

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