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Os Miseráveis

Os Miseráveis (no original, Les Misérables) me foi “apresentado” quando eu tinha em torno dos 13 anos e tem uma história tão marcante que me refiro a ele até hoje como um dos melhores livros que já li, em competição de melhor apenas com O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince), que ainda pretendo citar aqui em breve. Não pensem que li esses livros uma vez na vida e me refiro a eles com as palavras de uma criança de treze anos, pois sempre que posso, pego um deles para rever e sempre acabo notando algo a mais que não reparei das outras vezes. 

Os Miseráveis é um clássico francês escrito por Victor Hugo no século XIX  e se passa na época da Insurreição Democrática, no ano de 1832. Tem como personagem principal Jean Valjean, um ex-presidiário que fora condenado a uma pena de cinco anos por roubar um pão para alimentar sua irmã e seus sete sobrinhos. Por inúmeras tentativas de fuga, sua pena foi aumentada para 19 anos. Após esse tempo, mas em liberdade condicional, Valjean já havia perdido a fé na humanidade (como diria @marianaluthor) e deixa de se apresentar na prisão, passando a ser procurado como fugitivo condenado à pena perpétua. Sua mudança começa quando é abrigado pelo Bispo Myriel e, ao invés de retribuir a generosidade, foge no meio da noite levando a prataria da casa. Ao ser pego e entregue,Valjean é colocado frente a frente com o bispo que, em um ato de bondade, diz que aquilo fora um presente e o lembra da promessa (que ele não fez) de que ele usaria a prata para tornar-se um homem honesto. A partir desse dia, Valjean decidiu construir uma nova vida, apagando todo o seu passado e “renascendo” como um homem honesto, com o pseudônimo Madeleine.

Ao chegar em outra cidade, vendeu a prataria do bispo, construiu uma fábrica e se tornou um homem respeitado por sua generosidade e, mais tarde, viria a se tornar prefeito da cidade de Montreuil-sur-Mer. Conhece uma moça chamada Fantine, que estava à beira da morte com tuberculose e usava suas ultimas forças para mandar dinheiro a uma família que, supostamente, cuidava se sua filha Cossette. Valjean, agora como Madeleine, promete a Fantine que buscará Cossette onde ela estiver e manterá as duas em segurança. Mas seus problemas começam quando Javert, um policial que se tornara cego e obsessivo ao cumprimento da lei, lembra do rosto de Valjean, da época em que ele fora presidiário. A partir daí, o personagem fica em uma batalha entre cumprir a promessa feita a Fantine ou se entregar à polícia para que um homem inocente e doente não fosse condenado à prisão perpétua em seu lugar.

O livro mostra arrependimento, generosidade e redenção, além da dificuldade da sociedade em aceitar que as pessoas podem, sim, mudar e se tornarem honestas, mesmo tendo um passado completamente oposto a essa definição. A história ganhou mais de 46 adaptações que variam entre filmes, teatros e minisséries (tanto em roteiros completos como histórias feitas sobre determinados personagens da história) feitas em várias partes do mundo (Egito, Coréia, Índia, México, Japão, Brasil, Reino Unido, Turquia, entre outros). Enfim, claro que não contei a história toda (há!) e recomendo que leiam o livro ou, para aqueles que não são muito fãs de ler, assistam o filme. That’s all, Folks!

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