
Capítulo III
Cerveja! Cerveja!
Parte 1 de 3
Não aconselhável para humanos menores de 18 anos ou orcs menores de 6 anos. Este texto pode fazer alguma apologia ao consumo de bebidas alcoólicas, vísceras de animais quadrúpedes e/ou música de buteco.
Noite na região de Hon. Localizada entre o litoral oeste e as cidades do interior, era uma rota comum para viajantes e comerciantes. Por isso, a floresta poderia estar cheia de bandidos. Na verdade, os bandidos também pensavam assim. Eles também tem medo de outros bandidos e de animais selvagens. Logo, à exceção de um assassino mais corajoso ou louco, a floresta ficava praticamente vazia.
Uma sombra, no entanto, se aventurava pelas matas. Possivelmente um humano, menos barulhento que um orc e mais desastrado que um elfo. Encapuzada, a misteriosa silhueta andava devagar até chegar a um estabelecimento. Janelas sujas, um barril de água do lado da porta e luzes acesas. A sombra bateu na entrada da casa. Dali a alguns instantes uma abertura retangular na porta se abriu e dois olhos fundos e pequenos apareceram. Uma voz pesada rasgou o silencio:
- Quem é?
- Dison – disse a sombra.
- Qual é a senha?
- Senha-1-2-3-asterisco – respondeu.
- Quantos quilômetros tem um quilo?
- Depende de quantas libras tem em uma jarda.
- Quanto ouro você tem?
- O quanto eu quiser.
Perante tão estranhas senhas codificadas e recodificadas, a porta se abriu. Um orc alto e forte se afastou da entrada enquanto a sombra abaixou o capuz e deslizou para dentro do cômodo. Havia um murmúrio constante no ar. Vários grupos de pessoas conversavam e bebiam. Um orc no balcão o chamou.
- Dison! Venha aqui beber uma!
- Kron! – disse se aproximando – Seu orc safado, foi você quem roubou um carroceiro que vinha da capital hoje depois do almoço?
- Sim, você estava esperando por ele?
- Sim. Eu o encontrei logo depois.
- E o que ele disse? – emendou o orc.
- Disse que já tinha sido roubado; que se eu tivesse chegado mais cedo teria ganho o dia. Quanto você conseguiu hoje?
- Não mais que 200 pratas. É a maldita inflação. – concluiu o orc, levando uma caneca a boca.
Dison se virou para o taverneiro e pediu uma caneca de cerveja maltada com canela e menta. O orc o olhou assustado.
[...]




