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Krajahr Orkinish – Capítulo III (Parte 2 de 3)

Capítulo III

Cerveja! Cerveja!

Parte 2 de 3

Não aconselhável para humanos menores de 18 anos ou orcs menores de 6 anos. Este texto pode fazer alguma apologia ao consumo de bebidas alcóolicas, vísceras de animais quadrúpedes e/ou música de buteco.

[…]

– Você vai beber cerveja com canela? Achei que tivesse alergia.

– Não, tenho alergia é da cerveja com gengibre.

– Achei que só não gostasse de gengibre.

– Não, o que eu não gosto é a que tem fígado de pato.

– Mesmo? Mas ontem você não pediu uma cerveja com fígado de pato?

– Não, ontem eu tomei uma com baço de carneiro.

O orc virou pra frente. O taverneiro deixou uma caneca cheia na frente de Dison.

– Você tem akmolkatrov? – perguntou Kron.

– Com mel? – Replicou o taverneiro.

– Sim! Me dê uma dessas. Escute, por que você não faz um menu pra gente saber as bebidas que você tem ao invés de ter que ficar perguntando?

– É uma boa idéia… – pensou o homem – Você sabe escrever? Eu nem sei ler.

– Eu tambem não sei. – Falou o orc – É essa maldita inflação…

Era dia de música na taverna, mas os músicos estavam atrasados. Um cartaz fixado na parede dizia que seriam os Espetaculares Anões do Machado Musical. Kron agora degustava sua akmolkatrov. Levantou o caneco bebendo sem parar até mastigar a última parte.

– Ekril, onde estão os músicos?

– Ainda não chegaram. Eu achei que fossem vir mais cedo mas até agora nada. Era um grupo de anões muito famosos no interior.

– Por acaso são 4 anões?

– Sim.

– Três com barba branca e um com barba cinza?

– É possível.

– Que tinham 150 moedas de ouro?

– Isso eu não sei. Por que? – perguntou o taverneiro.

Kron gelou.

– Por nada, nada… Mas se não tiver música, eu não vou pagar couvert artístico! – disse o orc.

– Tem um violão ali que o último músico deixou. Lembra de semana passada? Um orc bebeu demais e mandou o músico pela janela. Ele nem quis voltar pra buscar o instrumento.

Kron voltou a se concentrar no copo vazio. Na verdade foi ele quem expulsara o músico na semana anterior. Também foi ele que jogou um cliente anão dentro de um barril e incendiou a taverna no mesmo dia. Depois, como um bom samaritano, ajudou o dono do bar a reconstruir, e este ainda deu um desconto vitalício na cerveja ao orc. Ninguem sabia que fora Kron o real culpado.

– Dison, você sabe tocar violão, certo? – disse Kron ao amigo.

– Um pouco. Fiz aula quando criança.

– Aulas de música são caras. E você morava na rua, não era? Como pagava?

– Eu já era um ladrão. Tinha quanto ouro quisesse.

– Você conhece a “Canção do Beberrão”?

– Sim. São só três acordes.

– Vem comigo.

Foram até o estrado de madeira que era usado como palco e sentaram nos bancos altos que já estavam por lá. Dison pegou o violão e começou a afinar as cordas. Um humano bêbado que estava perto do palco disse:

– Toquem alguma coisa logo, ou eu não vou pagar couvert.

Estavam prontos. O orc então, com alto teor de alcool no sangue, começou:

– A gente vai tocar a “Canção do Beberrão”. Se alguém vaiar ou rir vai se ver comigo. – E exibiu um machado, balançando-o no ar. – Começa aí (Hic)!

[…]

Notas de tradução:

Akmolkatrov – cerveja com baço de carneiro. Mel opcional.

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