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Simon The Sorcerer II

[easy-media med=””]Mais de um ano depois de ter terminado o primeiro jogo finalmente zerei o segundo Simon The Sorcerer. O motivo da demora foi simples: não estava jogando sozinho e sim com amigos, emulando o jogo pelo Wii. Assim tinhamos que nos reunir (e estar com vontade de encarar um point & clic) para desfrutar o jogo. Valeu a pena, pois é bem mais divertido assim. E três cabeças pensam bem melhor que uma, principalmente em adventures sem noção.

Simon The Sorcerer II – The Lion, The Wizard and the Wardrobe se passa algum tempo depois do primeiro jogo. Simon não é mais uma criança, e sim um adolescente. Ele passa a frequentar um psiquiatra (o manual do jogo tem uma transcrição de uma seção de terapia, é hilária) e vai vivendo a vida normal até que é novamente levado ao mundo fantástico. Desta vez graças a Runt, um garoto que quer se tornar um feiticeito malígno poderoso e ressuscitou Sordid, agora uma espécie de Lich robótico. Sordid fez uma armadilha com um guarda-roupa mágico que captura Simon mas ele dá problema e ao invés de leva-lo para o vulcão de Sordid ele o leva para a loja de Calypso. Lá o bondoso mago pede para Simon salvar o mundo. Simon recusa e decide salvar a própria pele. Pra voltar para seu mundo Simon precisa de  mucusade, um combustível pra guarda-roupas mágicos, então ele começa sua busca.

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Simon está ainda mais sarcástico e egoísta que no primeiro jogo. Isto leva a umas situações desconfortáveis, como as cantadas de pedreiro que ele dá na filha do Calypso, ou os bullyings que pratica com frequência. O personagem tem uma aura de vulnerabilidade menor, e por isso as situações em que se mete não são mais tão preocupantes. O carisma do personagem diminuiu bastante com estas mudanças. Em compensação os personagens coadjuvantes continuam muito divertidos.

Outra grande mudança do Simon The Sorcerer 2 foi a ambientação. Boa parte do primeiro jogo se passava em uma floresta, já mais da metade do segundo é predominantemente urbano. Isso tira um bocado do charme do jogo pra mim, e limita o que nós podemos encontrar em termos de criaturas mágicas, mas em compensação diminui bastante as andanças desnecessárias. Ainda há muitas brincadeiras com contos de fadas, embora em menor quantidade em relação ao primeiro jogo. A melhor talvez sejam os três ursos que vivem em uma casa repleta de dispositivos de segurança com medo da famosa ladra Cachinhos Dourados. Alguns velhos conhecidos voltam. Os cupins, por exemplo, desta vez organizados em uma espécie de passeata socialista. A Criatura do Pântano abriu um bem sucedido restaurante  fast-food (!?!), e o Simon mostra que realmente virou um mago e faz magias de vez em quando, mesmo que seja sem o controle do jogador.

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A interface não mudou muito. A maior inovação foi a substituição dos verbos por ícones. É uma mudança puramente estética que deixou as coisas um pouco confusas, mas dá pra se acostumar rápido.

Alguns puzzles são completamente sem lógica. Há um cachorro bravo em uma ilha que não deixa o Simon passar. No inventário nós temos um apito para cães, que acaba não tendo utilidade nenhuma pra isso. Como passar pelo cachorro? “Simples”. Basta clicar no icone pick up e clicar o cachorro. Simon vai transformá-lo em um cachorrinho e o colocará dentro do chapéu mágido, onde ele vira um item do inventário. Porque eles acharam que o jogador deveria tentar pegar um cão bravo eu não sei…

Em compensação outros são muito criativos. Conseguir um desejo correto de um gênio que vive numa garrafa de whisky, entrar num sociedade secreta de gente doida e enganar a Dama do Lago são algumas das situações nas quais nos metemos. Alguns diálogos ficaram muito bons também. A dublagem é de alto nível e ajuda a deixar tudo mais engraçado, assim como no primeiro. E desta vez da pra ter o jogo dublado e legendado ao mesmo tempo. Uma pena que emulando no Wii assim que o diálogo escrito terminava de aparecer o audio era cortado. A pixelart é linda, quem gosta de ver pixels grandões em 2D vai se apaixonar.

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Minha parte predileta do jogo foi o encontro com um grupo de RPGistas. Como eles vivem num mundo de fantasia eles não jogam Dungeons & Dragons, mas sim Apartments & Accountants, que se passa no nosso mundo. O jogo em si não tem quase nenhuma importância pra história mas é muito engraçado, a ponto dos desenvolvedores gastaram preciosos megabytes de espaço com a dublagem de uma partida inteira de RPG ^^

Embora tenha preferido o Simon The Sorcerer a continuação também é um ótimo jogo. Pena que é o último da franquia em 2D. O final é em aberto e continua diretamente no terceiro jogo, que tem um visual tão horroroso que me recuso a encarar. A saga pra mim terminou por aqui, a não ser que façam jogos novos em 2D ou com um 3D bem feito. Como Simon The Sorcerer é um jogo bem desconhecido acho muito improvável que isto aconteça. Uma pena.

2 comments

  1. como vai caro heider,gostei muito do meioorc,gostei das resenhas,queria te mandar uma ideia de voce fazer uma do jogo trine 2,ele é bacana tambem,eu axo que o pessoal ai vai gostar !!!

    um abraço…

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