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Sonic The Hedgehog – Archie Comics

Desde 1993 a Archie Comics, editora de histórias em quadrinhos nos EUA, lança mensalmente a HQ Sonic The Hedgehog, tendo entrado para o livro dos recordes como a revista em quadrinhos com maior duração baseada em personagens de video game. Começando com uma minissérie piloto de 4 edições, hoje o famoso ouriço da Sega já apareceu nas bancas mais de 200 vezes graças a Archie.

Assim como um longo mangá, a história é dividida em arcos. O enredo possui uma certa continuidade – embora repleto de histórias paralelas às principais, às vezes com relação a futuros acontecimentos ou mesmo totalmente alheias ao foco da revista. Inicialmente, tudo era festa. Mais cômico e infantil, tinha como vilão o famoso Dr. Robotnik. Pelo menos até as edições próximas ao final do arco (edição #50), quando começa a ter mais seriedade e a história passa a tratar de assuntos mais adultos – sem exageros. Após o fim do arco, começa um período morno na história: política, antigas armadilhas do Robotnik, discussões, sentimentalismos… Até então, a HQ era considerada livre para todas as idades: não havia armas de fogo na mão de heróis, nem sangue ou qualquer tipo de violência que não seja caricata – não que seja boa uma revista só por ter sangue pingando de cada quadro, mas a falta disso em uma história de ação a deixa um pouco artificial. Com o passar das edições, a revista vai evoluindo e tornando tanto o enredo quanto os personagens mais sérios: aí veio a presença da morte – até então, nenhum personagem corria risco de morrer -, novos vilões, armas de fogo. Baseado no personagem Ixis Naugus de Sonic The Hedgehog (série animada), o Ixis dos quadrinhos se torna o vilão do arco seguinte; assim como posteriormente viria, em outros arcos, a Rainha de Ferro, Dr. Eggman, Mamute Mogul… etc.

Como a maioria das series em quadrinhos, STH tem uma tendência natural ao absurdo. Semelhante às HQs da DC Comics e Marvel, alguns personagens aparentemente morrem e depois voltam, nem que seja o mesmo personagem de outra dimensão ou de um universo situado no ponto mais distante em um confuso multiverso. Interessante, porém confuso. Além de muito nerd.

De forma semelhante ao enredo, os traços dos desenhos tambem sofreram modificações. Ao contrário dos mangás onde o estilo não muda bruscamente de uma edição para outra, Sonic The Hedgehog se mostrou muito mais modernista. Para começar, cada desenhista tinha liberdade para alterar significativamente os personagens, desde as roupas até as proporções do corpo. Tendo primeiramente um traço muito mais caricato os estilos passaram a se assemelhar mais com os super herois: roupas coladas, femeas com seios ressaltados, machos com ombros mais largos… etc.

De forma semelhante ao enredo os traços dos desenhos tambem sofreram modificações. Nos mangás normalmente só um artista cuida dos desenhos, e mudanças nos traços são muito incomuns. Sonic The Hedgehog se mostrou muito mais liberal. Para começar, cada desenhista tinha liberdade para alterar significativamente os personagens, desde as roupas até as proporções do corpo. Tendo primeiramente um traço muito mais caricato os estilos passaram a se assemelhar mais com os super herois: roupas coladas, femeas com seios ressaltados, machos com ombros mais largos… etc.

No Brasil a editora Escala lançou algumas edições, mas a série parece não ter rendido bons frutos. É possível perceber a diferença com a versão norte americana: são mais resumidas. As lançadas aqui tinham capas diferentes – ex.: a capa da edição norte americana 1 na edição brasileira 2 – além da falta de algumas histórias – lacuna que era preenchida com histórias de outras edições.

O melhor seria se as revistas fossem vendidas nas bancas mas, não sendo, o único jeito de ler novas aventuras do ouriço mais rápido do mundo em português é baixando de grupos que traduzem do original. Um grupo que vem fazendo um bom trabalho incessantemente há quase um ano é o Sonic Tales. Pra quem não tem problemas com inglês é possível importar em sites como Amazon e BookDepository, lembrando que hqs não são tarifadas na alfândega.

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