005

The Dark Crystal

Jim Henson é um dos maiores puppeters (isso tem tradução?) que o mundo já viu. Entre seus trabalhos mais famosos estão os Muppets e o Mestre Yoda de Star Wars. The Muppet Movie lançado em 1979 tinha sido um grande sucesso de público e crítica, mas ele decidiu deixar de lado Caco e seus amigos e investir em um filme completamente novo chamado The Dark Crystal, em que ele iria escrever e dirigir.

Para definir o visual ele contratou Brian Froud. O ilustrador havia criado em 1979 um livro de ilustrações absurdamente lindo e bem feito chamado Faeries, em parceria com o também ilustrador Alan Lee. Provavelmente foi este livro que impressionou Henson. Brian Froud foi o responsável por definir o ótimo visual das criaturas do filme, que inclusive rendeu alguns livros de arte conceitual depois.

1000 anos antes do começo do filme o Cristal de Verdade foi partido, e disso resultou uma catástrofe que desolou o mundo. Também resultou no surgimento de duas raças: os benevolentes Mystics e os malígnos Skeksis. Os Skeksis expulsaram os Mystics do castelo onde o antigo cristal residia, agora chamado de Cristal das Trevas, e instalaram um reino de terror.

Uma profecia dizia que o poder dos Skeksis será destruido graças aos feitos de um Gelfling, então os tiranos ordenaram um genocídio da raça. Mas está na época da profeica se cumprir, e após a morte do Imperador dos Skeksis e do mestre dos Mystics um Gelfling sai numa jornada para reunificar as duas partes do cristal e descobre que não é o último da sua raça no mundo.

O filme é incrivelmente original. Toda fauna foi criada do nada, todos críveis dentro do estilo do filme. Os bonecos são bem feitos, mas infelizmente tem poucas expressões faciais. A movimentação dos Grieflings também é fraca, e como eles são os protagonistas o filme perde muito carisma.

Não foi um sucesso nos cinemas em parte por causa de seu clima sombrio. E realmente muitas partes devem ter dado pesadelos nos pequenos, em particular a morte do Imperador. Mas o filme se tornou cult, e tem muitos fãs até hoje. Gerou várias obras derivadas, e de tempos em tempos surgem notícias sobre uma continuação. Outro fator que contribuiu com o pequeno desempenho nos cinemas foi o ele ter sido lançado junto com E.T., de Steven Spielberg, que ofuscou os outros filmes.

Algo que me surpreendeu é que o filme é maniqueísta demais. Em um filme centrado na natureza isso é uma decisão no mínimo estranha. Olhando a aparência dos personagens é fácil de perceber de qual lado eles estão. E esta falta de complexidade moral faz o filme ficar mais tedioso do que deveria. O filme é divertido e original, mas os defeitos são grandes o bastante pra o deixar bem abaixo dos outros filmes de Jim Henson.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *