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The Legend of Zelda – A Link Between Worlds (3DS)

Eu comprei três jogos de 3DS na Amazon por £20,00. Era uma promoção em que eu podia escolher 3 jogos de uma lista limitada. Acabei pegando Star Fox 3D, Castlevania: Lords of Shadow – Mirror of Fate e Rhythm Thief & The Emperor’s Treasure. Zerei os dois primeiros, não gostei de nenhum deles e resolvi vendê-los. Só que se eu trocasse por outro jogo eles valeriam mais dinheiro na loja. Eu ia pegar Bravely Default, mas sabia que não iria vendê-lo no futuro. Então acabei pegando o The Legend of Zelda – A Link Between Worlds, porque o valor de revenda dele era alto e eu sabia que ele é curtinho. Foi quase como um aluguel sem tempo pra entregar. E agora eu acho que não vou vendê-lo, porque muita gente teve a mesma ideia e o valor de revenda dele foi lá pra baixo… Mas ainda comprarei o Bravely Default.

Meu Zelda preditelo sempre foi A Link to the Past. Conheci ele na quinta série. Alguns amigos tiveram o cartucho, mas eu mesmo tinha um Mega Drive, então não tinha como pedir emprestado. Acho que foi até antes da quinta série, mas o boom mesmo aconteceu lá. E foi graças aos emuladores. Todo mundo se juntava pra tentar passar determinadas partes. Ninguém sabia inglês, então simplesmente achar a passagem secreta no castelo, bem no comecinho, já foi um sacrifício. Ainda assim todo mundo se amarrava. O jogo era um deslumbre visual, com seu estilo único fácil de reconhecer. Ainda hoje Hyrule como um todo é um cenário que acho fantástico.

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Imbatível.

Então foi anunciada a “continuação” de A Link to the Past e todo mundo ficou maluco. Bem, quase todos. Fiz parte do grupinho chato que não se empolgou muito. Achei o jogo feio e esquisito, e trocar os sprites em 2D pelos personagens em um 3D feio me parecia o maior sacrilégio do mundo. Se você pensou como eu me faça um favor: dê uma chance ao jogo agora mesmo. Pegue o 3DS de um amigo emprestado e faça um playtest, só pra ver como ele é com o efeito 3D. Ignore os screenshots feios e cheios de serrilhados. A Link Between Worlds funciona, acreditem em mim. O efeito 3D é tão bem utilizado que o jogo acabou ficando com a cara do 3DS pra mim. É um daqueles jogos que eu falaria pra quem não conhece o console (ou até quem não gosta muito de jogos) jogar de cara, só pra ver o potencial da coisa.

Ah, eu usei “continuação” entre aspas porque a franquia é meio bizarra. Quem jogou deve saber que temos vários Links e Zeldas. Alguns jogos são obviamente continuações diretas, enquanto outros tem só relações bem leves com os outros. O que une mesmo A Link Between Worlds e A Link to the Past de maneira prática é o mapa. Ele é bem similar entre ambos os jogos, e quem jogou um vai ter facilidade de se localizar no outro.

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Feels like home.

A história também não continua de onde o jogo de Super Nintendo parou. Segundo li na internet ela se passa seis gerações depois, mas na mesma linha temporal. Ignore esta informação se você é só um fã normal da série. Não é preciso ter jogado nada ou lido o livro Hyrule Story pra entender o que está acontecendo. Aqui Link é um preguiçoso aprendiz de ferreiro que acaba vendo a Princesa Zelda ser aprisionada num quadro e parte para resgatá-la. Ele ganha o poder de virar um desenho e grudar em paredes, e com isso é capaz de viajar para uma versão alternativa de Hyrule, chamada Lorule. Pense no Dark World do A Link to the Past.

O roteiro não é muito memorável. Pra mim, pelo menos, estas histórias mais tradicionais de TLOZ acabam até se misturando na minha cabeça depois de um tempo. Em compensação os personagens secundários sempre tem muito carisma. Ravio é uma pessoa de capuz que usa a casa de Link como loja pra vender equipamentos. Dampé é um humano corcunda meio lerdo mas de bom coração que trabalha cavando túmulos no cemitério. Mãe Maiamai é uma polvo que viaja entre dimensões e perdeu seus 100 filhotes em Lorule e Hyrule. Tem uma estilista gordinha que mora em Hyrule e te dá corações ao mandar beijos (se cuida, Zelda!). Irene é uma bruxinha que te leva a lugares distantes voando de vassoura, mas não sem reclamar antes. E por aí vai.

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As quests são bem simpáticas. Muitas são coisas do dia-a-dia, você ajuda os habitantes com suas excentricidades ou só pra melhorar a vida deles mesmo. São mais tocantes do que tentar salvar alguém (o que todo mundo faria), e mais orgânicas do que o padrão “junte x de tal item”. Link é um cara muito gente boa, e este jogo deixa isso bem claro.

Uma reclamação (pequena): a Zelda é uma total inútil no jogo, quase sem aparições. Eu sempre achei que eles queriam transformá-la numa personagem mais interessante, mas este jogo é um retrocesso nisso. Uma pena, afinal a franquia leva o nome dela, e embora ela não seja legal tipo a Samus pelo menos ela não é uma coisa estúpida tipo a Peach.

Bonitinha. Mas tem tanta ação quanto uma pintura.
Bonitinha. Mas tem tanta ação quanto uma pintura.

É um jogo bem fácil. Eu só morri uma vez, só no último chefe, e olha que sou péssimo nestes jogos. Talvez eu fui bem por ter jogado A Link to the Past novamente agosto passado. De qualquer forma poderiam ter deixado o modo Hero (mais difícil) disponível de cara. Os chefes tem padrões bem fáceis de decorar, mas são variados (se você não levar em conta que alguns são uma reimaginação do A Link to the Past).

Quem quiser puzzles legais vai se fartar. E até que alguns são bem difíceis. Eu deixei as dungeons de fogo e de gelo para terminar por último, porque travei em ambas. Existe um fantasma que dá dicas, que pra mim foi completamente inútil. Usei um detonado apenas uma vez, e pra uma coisa beeeem estúpida, tanto que me senti até envergonhado depois :) A mecânica pode parecer batida pra quem jogou A Link to the Past, mas é incrível a quantidade de truques novos derivados do poder de mesclar a parede. A última dungeon é de longe a melhor, adorei mesmo. Imagino o trabalho que não deve ser pros programadores assegurarem que não tem como ficar preso em lugar algum durante as dungeons. É um jogo refinado ao extremo, o que felizmente é padrão para a franquia.

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Tem suporte a Miiverse. A arte acima é minha :p
Tem suporte a Miiverse. A arte acima é minha :p

Este é o The Legend of Zelda com mais foco na exploração que eu me lembre. Alguns itens você ganha ao terminar as dungeons, mas de modo geral você pode alugar os itens logo de cara. Se você morrer você tem que pagar por eles de novo, então o sistema não é tão bonzinho. Ainda assim te dá uma liberdade tremenda. Você pode fazer as masmorras praticamente em qualquer ordem. Só podiam ter tirado o bulmerangue, ele é inútil. O hookshot volta, meu item favorito :D E pros maõ-de-vaca saibam que dá pra comprar definitivamente os itens mais pro final do jogo. Não peguei a bota de velocidade, nem deixei a espada dourada (só vermelha). Suponho que estes itens existam no jogo. Só peguei 2 garrafas também, deve ter mais.

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A duração é maravilhosa. O jogo corre bem, sem gastar tempo com besteiras. Pra quem quiser fazer o jogo render mais é só salvar os moluscos, ou fazer os minigames (que são até divertidos). Quem dera Ys Seven fosse assim :/ Terminei comprando todos os itens, e com uns 50 moluscos encontrados. Não sei quanto tempo gastei, mas deve ter sido umas 13 horas.

Um abraço ao Persis Duaik e ao Orakio, que me recomendaram o jogo e me deram bastante informações a respeito. Vocês são o máximo, e deviam receber comissão da Nintendo o/

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