OS_HOMENS_QUE_NAO_AMAVAM_AS_MULHERES_1226094702P

Trilogia Millenium – Os homens que não amavam as mulheres

Eu sempre gostei de capas de livros. Quando vi a da Trilogia Millenium na livraria da minha cidade não pude evitar de ficar tentada por aquela capa com dragões e fogo. Embora o nome do primeiro livro, “Os homens que não amavam as mulheres” não me intrigasse me senti atraída pela capa e assim conheci uma das melhores histórias que já li. A trilogia foi escrita por Stieg Larsson, um sueco, que morreu logo após escrever o último capítulo da história policial que já possui duas adaptações para os cinemas.

*** Local Caption ***
Stieg Larsson

Então, como o Jack estripador, vamos por partes.

 

Os Homens que não amavam as mulheres

 

O primeiro livro da trilogia começa com 3 personagens diferentes, Henrik  Vanger, Mikhail Blomkvist e Lisbeth Salander. Henrik Vanger é um dos proprietários das indústrias Vanger e há mais de 30 anos perdeu uma das pessoas que amava, sua sobrinha Harriet. Mas o interessante é que todos os anos ele recebe um quadro com uma flor, costume de sua sobrinha desaparecida. Enquanto isso, no lustre do castelo, Mikhail Blomvist, um jornalista investigativo, recebe a sentença de 3 meses e é considerado culpado por calúnia e difamação no caso “Wennerstrom”. Assim, desolado, resolve sair da chefia de sua empresa, uma revista chamada Millenium, para que esta não perdesse sua credibilidade. No outro canto de Estocolmo, Lisbeth Salander, uma jovem que é tutelada pelo estado através do advogado Palmgren, tenta reconstruir sua vida. Embora seja uma pessoa brilhante, com uma inteligência que com certeza lhe garantiria um prêmio nobel da matemática, seu passado a condena. Aos 13 anos um incidente a mandou para um hospital psiquiátrico onde ficou cerca de um ano e, desde então, passou a morar com familias adotivas, embora sempre tentasse fugir. Hacker pra ela é pouco pois sua facilidade para lidar com tecnologias e programação sempre a ajudou, principalmente a arrumar seu emprego com Armansky.

Partimos então para nossa história. Henrik Vanger quer tentar uma última vez reencontrar sua sobrinha, ou no caso o corpo dela, já que ele não tem mais esperanças de que ela esteja viva. É aí que contrata o jornalista Blomkvist para ver se ele acha algo. Através da empresa de Armansky (e consequentemente de Salander), Vanger averigua a vida de Blomkvist e usa informações sobre Wennerstrom para atraí-lo. Enquanto isso Salander vai se encontrar com seu tutor e percebe que ele não está bem. Ao levá-lo para o hospital descobre que ele sofreu um derrame e que suas chances de vida não são lá grandes coisas. Assim, passa a ser tutelada de Nils Bjurman, um advogado não tão íntegro e que transforma a vida dela num pequeno inferno.

No decorrer da história Salander usa sua inteligência para se livrar de Bjurman e também acaba se aliando a Blomkvist para resolver o mistério de Harriet Vanger. O que não era esperado era que o caso tivesse grandes proporções e várias vítimas.

Embora comece num ritmo bem devagar (as partes relacionadas ao caso Wennerstrom geralmente são) dê uma chance ao livro. Quando a história engata, prende de uma forma que não dá pra largá-lo. O bom é que ainda foge de alguns clichês e mostra principalmente personagens femininas inteligentes e com traços fortes. O tema geral é sobre o papel da mulher na sociedade, a fragilidade, a submissão, a sexualidade feminina. Um tema atual e que engata bem no segundo livro, que enfoca em prostituição e tráfico de mulheres.

É um ótimo suspense policial e a primeira parte tem um final só dela, caso não tenha interesse de continuar a saga :)

 

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *